Fica encerra mais uma edição com sucesso de público nas mostras de cinema

A décima nona edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental – Fica 2017 – chegou ao fim e, mais uma vez, cumpriu a missão de estabelecer o diálogo entre audiovisual e meio ambiente. Com o tema Cidades sustentáveis: desafios do século XXI, o evento reuniu público de mais de 3 mil pessoas no Cineteatro São Joaquim para assistir aos filmes selecionados. Ao longo dos seis dias de evento, o Fica ofereceu uma programação diversa, com com oito mostras de cinema, cinco mesas de discussão tanto no Fórum ambiental quanto no de cinema, 17 minicursos e oficinas, sendo cinco deles organizados pela UFG e IFG, atividades culturais,  20 shows e concertos e o encerramento com Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda.

Em conversa com jornalistas, a secretária de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Raquel Teixeira, comemorou os frutos do Festival. Segundo Raquel, em 2016, o Fica reuniu aproximadamente 2.800 pessoas nas salas de exibição de filmes. Já em 2017, esse número saltou para 3.400. “As salas estavam lotadas o tempo todo. Isso consolida definitivamente o conceito original do Festival de que é cinema e é cinema ambiental”, enfatizou.

Para valorizar ainda mais a parte da programação voltada para a exibição de filmes e debates, o Fica 2017 ampliou o número de mostras e incluiu a Mostra Uranium, em parceria com o Uranium Film Festival, a I Mostra Saneago de Filmes Temáticos sobre Água e a I Mostra de Audiodescrição. Ao todo, foram exibidos mais de 100 filmes nas oito mostras, totalizando mais de 50 horas de produção audiovisual.

O Festival também aumentou o espaço para diálogo com os povos do Cerrado. A Tenda Multiétnica foi um espaço fixo do evento com programação nos três turnos. Foram quatro rodas de discussão sobre cultura, resistências, educação multiétnica e conflitos socioambientais pela água. Além disso, também foram montadas estruturas fixas para exposição de artesanato e para a realização de pinturas, oficinas e apresentações culturais.

Os resultados também foram positivos para a economia da cidade de Goiás, berço do Festival. Com a realização do 19º Fica foram geradas 230 vagas de trabalho temporário e investidos R$900 mil diretamente no município, por meio da contratação de profissionais, restaurantes, hotéis e transportes. A organização do Fica estima que com a chegada dos turistas ao longo dos seis dias de evento, o setor de comércio e serviços locais tenha sido ainda mais aquecido e esse valor de retorno à comunidade tenha chegado a quase R$2 milhões.

 

Homenagens

A 19ª edição do Fica também reservou espaço para homenagens. Logo na abertura do Festival, foram lançados carimbos comemorativos e selos personalizados dos Correios em comemoração aos dezenove anos do Fica e aos 160 anos do Cineteatro São Joaquim. Na mesma noite, o ex-diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, recebeu um troféu do evento em agradecimento aos trabalhos que ele realizou em prol do cinema nos últimos anos.

Por fim, também houve um espaço da programação para lembrar do cineasta Luís Eduardo Jorge, falecido em maio deste ano. Ele era professor da PUC Goiás e produziu filmes importantes para o estado como “Césio 137: O brilho da morte”. O filho de Luís Eduardo, presente na plateia, recebeu o troféu Fica 2017.