FILMES DO III FICA / 2001 – (PREMIADOS)
Melhor Produção – Troféu Cora Coralina – valor: R$ 50 mil – Filme: The Coconut Revolution (Inglaterra/2000). Diretor: Dom Rotheroe – O filme mostra como foram usados arcos e flechas contra helicópteros armados e como os arcos e flechas ganharam com a ajuda dos cocos. Após uma desastrada expedição de mercenários ingleses, esta foi a primeira revolução ecológica bem sucedida onde o coco foi utilizado como munição.
Melhor Longa Metragem – Troféu Carmo Bernardes – valor: 35 mil – Filme: O Sonho de Rose (Brasil/2000). Diretora: Tetê Moraes. /35’/ – Documentário que traz um relato emocionante do reencontro, dez anos depois, da diretora com os personagens de seu premiado filme Terra para Rose. Segue a trajetória de agricultores sem terra que, em 1985, fizerem a primeira ocupação de um latifúndio improdutivo, a Fazenda Annoni, no Rio Grande do Sul, berço do M.S.T. (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). E o que terá acontecido com o sonho de Rose?
Melhor Média Metragem – Troféu Jesco Von Puttkamer – valor: R$ 25 mil – Filme: Coca Mama – The War on Drugs. (Colômbia/2001). Diretor: Jan Thielen – Filmado em quatro países, durante mais de um ano, este documentário mostra os pobres plantadores de coca, as patrulhas anti-narcóticos, os legisladores americanos e consegue acesso exclusivo à região dos rebeldes colombianos que estão sendo acusados de favorecer o comércio de drogas.
Prêmio Melhor Curta – Troféu Acary Passos – valor: R$ 25 mil – Filme: Vi Cuôc Sông Biñu Yên (Vietnã/2000). Diretor: Vu Le My – O filme mostra os estragos deixados pela Guerra do Vietnã e as numerosas vítimas, entre elas milhares de crianças. E o perigo continua segundo estimativas, cerca de 400 mil toneladas de artefatos de destruição ainda permanecem por toda parte e podem causar mais mortes a qualquer momento.
Melhor Produção Goiana – Troféu José Petrillo – valor: R$ 20 mil – Filme:Projeto Seiva Brasil (Goiás/Brasil, 2000). Diretor: Antônio Batista Pereira (Toninho) – Em meio à exuberante paisagem da Floresta Amazônica, três projetos – Arboredo, Reca e Couro Vegetal – demonstra ser possível produzir conservando os recursos naturais, de forma a garantir a sustentabilidade com melhores condições de vida para a população.
Melhor Produção Goiana – Troféu José Petrillo – valor: R$ 20 mil – Filme: As Cidades Invisíveis (Goiás-Brasil / 2001, VHS). Diretor: Lourival Belém Jr. / 21’ / Formato original: Beta / – Espaços de exclusão e opressão da cidade como manicômios e prisões e outros manicômios invisíveis como praças, terminais e guetos é o tema desse vídeo. A obra faz uma critica a idealização do campo como espaço da paz e da verdade e percebe a cidade não como um cenário, mas como espaço permanente de mudanças, de lutas, de reconstrução dos sentidos e da invenção do ser humano. (Troféu José Petrillo – melhor Produção Goiana/ e R$ 20 mil).
Melhor Série Ambiental de TV – Troféu Bernardo Élis – valor: R$ 25 mil – Filme: Vingt Millimétres Sous Terre – Série Ma Patite Planète Chérie (França/1997/ Vídeo de animação) Diretor: Jacques-Remy Girerd – Episódio da série educativa para a televisão Meu Planetinha Querido, que promove a conscientização sobre o meio ambiente.
Prêmio Imprensa – (sem premiação em dinheiro) – Filme: Rabelados(Alemanha – Germany/ 2001). Diretor: Torsten Truscheit e Ana Rocha Fernandez. /35’/ – O filme se passa nas regiões isoladas da principal Ilha de Cabo Verde, Santiago, onde mora o grupo étnico dos Rabelados. Suas origens remontam à luta pela independência do poder colonial de Portugal. Em sua peculiaridade, eles recusam a Igreja e o Governo, razão pela qual os portugueses pressentem uma luta anticolonial organizada. A bandeira que mantém até hoje mostra os sinais do Partido da Independência de Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Prêmio OCIC – (sem premiação em dinheiro) – Filme: As Queimadas(Goiás-Brasil / 2001). Diretor: Hernany César e Luiz Grossi – O vídeo traz a interpretação do poema As Queimadas, de autoria de Euler de Amorim, escrito na Cidade de Goiás, em setembro de 1937. O texto mostra o desolador olhar do autor sobre o cerrado em chamas. Revela a fúria do fogo devastando impiedosamente matas, pastagens e desabrigando animais, deixando um rastro de destruição e mergulhando na fumaça as veredas, as serras e as cidades.
Prêmio Aquisição TV Cultura – valor: R$ 10 mil – Filmes: Pobres, Sujos, Ricos e Poluidores (Brasil/2000). Diretor: Alberto Flaksman – Em três documentários, a série Heróica Natureza faz um mapeamento meticuloso e apurado dos dilemas e desafios ambientais e energéticos enfrentados pelo Brasil: desenvolvimento econômico e meio ambiente, geração de energia e poluição e a questão da floresta amazônica.
Prêmio Unesco – valor: R$ 2 mil – Filme: Luzes da Madrugada (Goiás-Brasil/2000). Diretor: Paulo Caetano – Fábula que conta uma aventura dos elementais, que se unem para a reconstrução da Terra destruída.
Menção Júri Popular – Filme: Tainá uma aventura na Amazônia (Brasil /2000). Diretor: Tânia Lamarca e Sérgio Bloch. /35’/ – A obra mostra a história de Tainá, uma menina de oito anos, que vive com seu avô Tigê, na Floresta Amazônica. Ao longo de aventuras cheias de peripécias, conhece o macaco Catu e com a ajuda de Joninho (10 anos), que aprende a superar os limites de menino da cidade, enfrentam contrabandistas que vendem animais para pesquisas genéticas no exterior. Tainá e Joninho aprendem a lidar com os valores de dois mundos: o da cidade e o da floresta.
Menção Especial do Júri – Filme: Protest (EUA/2001). Diretor: Steeve Katz. /35’/ – Filme experimental, de impacto, com uma visão de denúncia ecológica.
Menção Especial do Júri – Filme: The Great Dance – A Hunter´s Story(África do Sul/2000). Diretores: Craig Foster e Damon Foster – O filme traz uma lição de humanidade, pois mostra que quando você persegue um animal, você se torna um animal. Esta perseguição é como uma dança, porque seu corpo está feliz, você consegue sentir isto e sabe que a caçada será boa. Quando você está caçando, você está falando com Deus.


