Martírio é o destaque do último dia da Mostra Competitiva do Fica 2017

Júnior Bueno

 

O último dia da Mostra Competitiva do 19° Fica foi variado e bem concorrido. A sala do Cineteatro São Joaquim ficou lotada para conferir os filmes que o festival reservou para o último dia de exibição. Na seleção,  animações, ficção e documentarios.

Na primeira parte da sessão, foi exibido o longa documental Martírio, obra aguardada e que vem fazendo carreira nos festivais onde tem passado. Premiado no Festival de Brasília 2016, filme do veterano cineasta Vincent Carelli retrata violência e das mortes sofridas por índios Guarani Kaiowá.

O diretor havia registrado o início do movimento de resistência da etnia na década de 1980. Duas décadas depois, após muitos massacres, Vincent retomou ao tema para contar a história desse genocídio silencioso desde as origens, na Guerra do Paraguai.

Os outros filmes de sábado foram: Däwit, animação alemã que utiliza a técnica do corte de madeira;Real Conquista, documentário goiano sobre a violenta desocupação da comunidade homônima na periferia de Goiânia; Em Torno do Sol, uma ficção futurista do Rio Grande do Norte.

E ainda a animação Automatic Fitness, da Alemanha, uma fantasia sobre a automação da vida moderna e o colapso do mundo diante da pressa e da ganância do ser humano. O pernambucanoSubsolos encerrou a noite e a mostra. O filme conta a história do funcionário de uma mineradora em busca de melhores condições de vida.

A Mostra Competitiva do Fica exibiu 25 filmes entre documentário, ficção e animação. As obras concorrem nesta premiação a R$ 240 mil em diversas categorias.